Mexa seu traseiro e balance sem parar...
Música estranha, gente esquisita:
Nietzche
Mas louco é quem me diz que não é feliz.
Arnaldo Batista
Segunda-feira, Dezembro 04, 2006
:: Prestação de contas, ou mudamos para novo endereço ::
Então, por motivos de ordem técnica e completamente alheia a minha vontade o Hay de ser locos tá mudando de endereço, e de formato também.
Muita coisa aconteceu nesse 2006 (ano de merda!), então reformulando todos os conceitos o Hay vai ser dividido em dois, passem lá se quiserem...
Resolvi dividir em dois pra facilitar as coisas.
Explicando...
Com as diversas coisas que aconteceram nesse ano (2006 da porra) uma parte de mim tornou-se extremamente amargurada e depremida, e só passa quando eu escrevo. Resultado? Textos deprimentes e chatos.
Mas como eu sou uma pessoa feliz por natureza e minha veia cômica nunca vai se acabar criei um blog pra continuar contando minhas roubadas e piadas enfim, o que me der na telha.
Acho que é isso pessoas...
Se vocês querem ler os textos deprês: www.errosfatais.blogspot.com
E esse é a continuação do Hay: www.donadoidaconfessando.blogspot.com
Sem mais meus queridos!
Obrigada por esses dois anos de companhia, e espero contar com vocês na minha nova casa.
E tomara que esse ano de bosta acabe logo!
Proferido por Alice Lindell às 8:56 PM
Sexta-feira, Outubro 20, 2006
::Pretérito imperfeito::
Que as grandes forças me protejam da sua vingança cega e despropositada.
E que essas grandes forças te protejam de mim.
Porque embora não te odeie, a vingança faz parte dos meus sonhos.
Porque te dei meu amor e minha alma e você jogou tudo fora, como panfletos entregues nas esquinas.
Meu chá de sumiço está vencido e não consegui me esconder por detrás das mentiras ditas por mim a mim mesma.
Tenho sede de vida nova, e mergulhar em trabalho e livros e artigos e textos mal escritos não tem ajudado na difícil tarefa de recomeçar.
Tenho sede de amor, mas ainda não consegui encontrar um rio pra mergulhar e matar essa vontade de ser feliz.
Pra conseguir é preciso derrubar tudo, as paredes impregnadas, minhas roupas impregnadas, minha alma impregnada de você.
Mas já não dói, lateja um pouco, mas nada se compara a dor lasciva que cortava o meu corpo.
O que me incomoda é o gosto amargo, que veio do teu corpo e ficou na minha boca.
Mas vou provar outros, muitos outros e creio que serão mais doces e saborosos que o seu.
E assim como o dia não espera a noite terminar, você ficará pra trás, num passado dolorido, mas passado.
Uma lembrança que o tempo vai descolorir, desbotar.
E se um dia eu te encontrar, vou sussurrar no teu ouvido, assim como quem sussurra pornografias secretas:
- Não cuspa na minha cara lembranças que você não tem.
Proferido por Alice Lindell às 10:18 AM
Quarta-feira, Outubro 18, 2006
Momento Diva Cara-de-pau
Eu podia estar roubando.
Eu podia estar matando.
Mas eu estou aqui, humildemente, estendendo minha mão à sua caridade, querido leitor.
Por favor, não saia correndo agora. Pelo menos leia até o fim, que não vai doer nada, eu juro.
Então, eu tenho um sonho (na verdade eram 2, mas comi o outro hoje de manhã) que é o sonho de toda diva: eu quero ter uma banheira de hidromassagem.
Imagina que luxo, chegar cansada do trabalho, e tomar um banho gostoso com meus sais de banho!
Eu mereço, vocês não acham?
E vocês podem me dar esse presente.
Não custa caro não.
Eu fiz as contas, vejam só:
Considerando que a banheira custe uns R$ 1500,00 (é o único modelo que cabe no meu futuro banheiro minúsculo), que a construtora vai me cobrar uns R$ 2000,00 pra executar o projeto diferente do padrão, que o prédio vai levar 3 anos pra ficar pronto, e que eu tenho uns 20 leitores assíduos, cheguei à irrisória quantia de R$ 5,00 / leitor / mês durante os 3 anos.
Olha que fácil!!!
O que você faz com R$ 5,00???
Da próxima vez que tirar uma nota dessa da carteira, lembre-se de mim, uma diva sem banheira, e faça sua contribuição.
Prometo que quem financiar meu luxo, vai ter direito a um banho na inauguração do apê!
Proferido por Alice Lindell às 10:27 AM
Segunda-feira, Outubro 16, 2006
::Mané Galinha::
Mu: -Alô? Amigo Mané? Você pode me dar o telefone da Fulaninha? Acho que estou com o número errado...
Amigo Mané: -Olha, eu tenho no meu celular quatro Fulaninhas. Anota aí o número. Acho que é esse.
Mu: -Brigadinha!
***
Mu: -Alô? Fulaninha? É Mu! Feliz Aniversário!!!
Fulaninha: -Mu? Hi...Não conheço nenhuma Mu...E hoje não é meu aniversário.
Mu: -Er...Desculpe.
***
Mu: -Alô? Amigo Mané? Você me deu o número da Fulaninha errada!
Amigo Mané -Sério? Nossa...com quem você falou então?
Mu: -Eu que vou saber! Só sei que não era a Fulaninha.
Amigo Mané -Anota esse número então. Com certeza é esse!
Mu: -Vê lá, hein.
..
***
Mu: -Alô? Posso falar com a Fulaninha?
Voz desconhecida -Não tem ninguém com esse nome aqui...
Mu: (entoando o mantra "Vou matar o Amigo Mané, vou matar o Amigo Mané...")-Er...Desculpe.
***
Mu: -Amigo Mané? Você me deu o número errado!!!
Amigo Mané -Sério??? Pra quem você ligou agora?
Mu: -Nem desconfio...Vem cá, como você anota os telefones dessas mulheres no celular e nem sabe quem são???
Amigo Mané: -Pior que não sei mesmo quem são...
Moral da História: nunca confie na agenda de um homem galinha.
Proferido por Alice Lindell às 9:11 PM
Domingo, Outubro 15, 2006
- Não gosto da Fulana.
- Pôxa, Mu...você precisa ser mais tolerante.
- Preciso nada. Não gosto dela e pronto.
- Pensa bem. Ela é baixinha, feia, gordinha e chata...Você deveria ter pena dela.
Adoro a sinceridade das minhas amigas!
Alguém pode morrer de tanto rir?
Não sei, mas ontem foi o Dia do Riso, pelo menos pra quatro doidos que se encontraram num bar de renomado nome na nossa querida cidade.
E olha que riso deve ser altamente contagioso, por que fizemos até a garçonete rir. E por muito pouco que a doida não pegou uma cadeira e se juntou a nós.
Chegou uma hora, que eu ri tanto, mas tanto, que eu comecei a suar, meu coração disparou e minha mãos tremiam.
Mas foi bom, muito bom.
O assunto? Qualquer coisa, passavamos de assuntos completamente relevantes a política, depois fofoca, depois assuntos científicos.
Tenho certeza que quem estava de fora não conseguia entender o porque de tanto riso.
Se for pra morrer, que seja de rir...
Proferido por Alice Lindell às 10:13 AM
Sábado, Outubro 14, 2006
SÓ JESUS
É impressionante a quantidade de mouças e mouços sarados que distribuem toda a sorte de bugigangas promocionais em Boa viagem.
Mas um deles realmente chamou minha atenção no período em que estive passeando por Pernambuco.
Ele chegou com umas garrafinhas fazendo propaganda de um estimulante, vitamina C, acho.
Chegou dizendo:
- Você já conhecem o produto tal? Ele é ótimo. Cura gripe, tira dores do corpo, é estimulante, ótimo para impotência e traz a pessoa amada em 3 dias!
Gargalhada geral, o sujeito completa.
-Ele só não expulsa o demônio das pessoas, porque isso só Jesus.
Proferido por Alice Lindell às 2:49 PM
Quinta-feira, Outubro 12, 2006
TÁ RUSSO
Social básica hoje na casa da Desvairada Mor.
Eu lá conversando quando a minha anfitriã diz que quer ir ao teatro.
Ela resolveu falar de uma nota sobre determinada peça que ela tinha lido no jornal.
- É bem legal. Fala sobre as diferenças entre viver no campo e na cidade. Foi escrita por aquele cara russo...Como é o nome dele?
O Amigo-de-infância , figuraça como poucos, resolve "ajudar":
- Trotski?
-Não! Aí ele falaria das diferenças entre ricos e pobres, não da diferença entre campo e cidade. Quero um escritor russo.
Resolvi entrar na brincadeira e arrisquei:
- Tolstoi?
-Aí ele faria um paralelo entre a guerra e a paz...Estou falando de vida no campo.
-Ana Karenina é legal...E no campo.
-Não. Quero outro.
-Dostoievski?
-Esse não é bailarino?
-Não...Bailarino é o Rudolf Nureyev.
A conversa prosseguiu por um bom tempo igualmente sem sentido e com cada vez mais consoantes mudas.
Ao final resolvemos que Tolstoi escreveu a tal peça com a ajuda de Trotski e que Lênin teria convidado Ana Karenina para protagonizar junto com Rudolf Nureyev, que acabou dançando no campo e na cidade sob a batuta de Dostoievski.
TENTATIVA VÃ DE SACANEAR A MU
Nesta mesma noite...
O celular tocou. Uma voz masculina tentando parecer diferente, assim meio querendo se mostrar sensual, fala do outro lado:
-Alô? Mu?
-Eu!!!
-Tudo bom com você?
-Tudo bom comigo.
-Sabe quem está falando?
Alguém, por favor, avisa para essa pessoa que celular identifica as chamadas...
Como tem gente boba nesse mundo...
Pequenas correções desculpem um pobre cérebro lesado:
Primeiro: no post passado afirmei que a aula de bioquímica que nunca me esquecerei é a aula de síntese de exobióticos, errado, é xenobióticos.
Segundo: O famoso citocromo não é o C450, e sim P450.
Erros corrigidos só tenho a interar o que já havia dito antes, no referido post:
Errar é humano, persistir no erro é que é burrice...
Proferido por Alice Lindell às 9:26 PM
Quarta-feira, Outubro 11, 2006
Se conselho fosse bom...
Anyway...
Se tenho que esperar resultados de exames em casa, em repouso, vou pelo menos exercitar os neurônios que sofreram um pouco com a falta de glicogênio.
Eu lembro, vagamente das aulas de bioquímica, e o bendito ciclo de Krebs, ou ácido cítrico e a síntese de ATP. Lembro da palavra glucagon, e lembro que quase peguei final na disciplina, foi por pouco. A única aula que eu lembro bem é a de síntese de exobióticos, e o famoso Citocromo C450...
Viu, nem fui afetada com a taxa baixa de glicose.
Bom, é isso, só pra constar. É um saco ficar em casa, lendo, assistindo DVD, sendo bajulada por tudo e por todos, recebendo telefonemas fofos e mensagens meigas.
É bom se sentir amada assim.
Mas nem adianta, ainda não decidi se vou fazer mesmo o tratamento.
Ainda estou avaliando os prós e os contras.
E nem adianta vir com chantagem emocional.
Por hora só estou animada com as aulas de danças latinas (ÊÊÊÊÊ!! Até que enfim!)
E com as aulas de Chute boxe (cuidado comigo!).
Ah! E o conselho:
Errar é humano, mas insistir no erro é burrice...
Sem mais...
*A dor é obrigatória, mas o sofrimento é opcional.*
Fotenha resgatada de algum lugar do passado.
Incrível como as pessoas passam na sua vida, e como a vida é louca, inconstante como o mar, que toda vez que chega na areia nós não sabemos o que irá trazer.
Dessa vez só veio coisa boa!
O mar está pra peixe!
Proferido por Alice Lindell às 5:10 PM
Terça-feira, Outubro 10, 2006
Ui! Que não sou eu!!! Quem habita dentro de mim?
Medo do tempo viu...
Com o tempo, temos essa mania tendenciosa horrenda de esquecer os defeitos dos outros.
Quem te fez de IDIOTA passa a ser legal, assim como amiguinhos de infância.
Na boa, eu não.
Sou rancorosa, com as pessoas certas, se fez uma vez ferrou-se (olha o neologismo).
É pra sempre.
Pode passar o tempo que for.
Sou má, e no lugar do coração tenho um gengibre (?)
Ps: Onde lê-se idiota, lê-se inclusive corno, trouxa, mané, retardado, torpe, imbecil, troncho, palhaço, néscio, obtuso, estúpido, bobo, bufão, parvo. E chega que já perdi muito tempo pensando nisso.
Proferido por Alice Lindell às 6:20 PM
Segunda-feira, Outubro 09, 2006
É a última vez que escrevo sobre esse assunto aqui.
Mas creio que todo amor que morre deve ser chorado, e devemos guardar luto.
Por quanto tempo?
Não sei, quem dirá é o tempo.
O bendito tempo que tudo cura e tudo ameniza.
Choro todos os dias
E todos os dias a tua ausência é como um punhal que fere o meu peito sempre no mesmo lugar.
Sinto o seu cheiro em mim, e a sua presença está em tudo o que faço.
Você ainda está em mim, feito tatuagem.
E pra mim tudo o que restou foram as lembranças de tempo felizes.
Queria saber onde errei, ou onde erramos.
Embora saiba que tudo um dia vai passar, creio que meu coração não tem conserto.
E eu nem me importo, a bem da verdade.
Não preciso mais de um coração.
Por que sem ter você, não sou mais eu.
E sem mim, não quero mais ter ninguém.
Sobreviverei, porém pela metade.
Por que a outra porção de mim contigo se foi.
Tudo vai passar.
Tudo vai passar.
Tudo vai passar...
Proferido por Alice Lindell às 4:42 PM
Domingo, Outubro 08, 2006
Falando sobre lembranças doloridas, feridas abertas e o gosto amargo na boca.
Encho os pulmões de ar e de uma coragem de continuar que não me pertence.
E inevitavelmente as lágrimas brotam e o peito rasga, ardendo.
É uma dor jamais imaginada.
Acabou.
Assim, com a ausência, com muita tristeza e um pouco de não sei o nome, algo entre falta de consideração e crueldade.
Falando em crueldade, queria descobrir como alguém tão doce, amado e delicado pode se tornar alguém tão atroz, bárbaro e desumano.
Amor acaba assim? É só virar as costas e tudo, sonhos, desejos e vontades acabam?
Como se cada dia vivido não houvesse tido importância? Como se cada beijo trocado tivesse sido acrimonioso, acerbo, amargo.
Amarga é a sensação que fica depois, como se uma bomba houvesse sido detonada, e o vácuo que fica é o zumbido nos ouvidos.
Sabe aquela sensação de não saber pra onde ir? Como se sua bagagem tivesse sido extraviada e você não sabe onde procurar?
Talvez se eu fechar os olhos, assim bem forte essa sensação passe.
Talvez se eu fizer de conta que nada está acontecendo isso passe.
Talvez se eu arrancar o coração do peito tudo isso passe.
Então descubro que no lugar do coração só tenho milhares de pedacinhos partidos, quebrados, dissolvidos na dor.
- Tem cura doutor?
- Não sei, talvez fique em observação, ou seria mais prudente deixá-lo em coma induzido, assim sofre menos, quando tudo estiver melhor, ou pelo menos um pouco cicatrizado contamos pra ele o que aconteceu.
- Ou talvez não, se ele esquecer é melhor, quando o amor se torna passado o melhor mesmo é ter amnésia.
Tudo o que desejo agora é que o tempo passe depressa, com a velocidade perfeita de fazer feridas cicatrizarem.
Provei o amor, e não gostei do sabor.
Até quando vai doer eu não sei, mas meu anseio é que seja breve, assim como foi o adeus.
Se é que ato de covardia pode ser considerado adeus.
Proferido por Alice Lindell às 1:28 PM
Sexta-feira, Setembro 15, 2006
:: Psicanálise, dúvidas e decisões::
Sabe, essa coisa toda de auto-análise pode até ser bacana, em certos aspectos.
Se bem que às vezes tenho a sensação de que fazer as coisas certas eu faço, o problema são os outros, aliás, o inferno sempre são os outros.
Um dos meus grandes defeitos é ser simplista. Detesto complexidade, apesar de ser a complexidade em pessoa.
Uma coisa que há muito me incomoda é a questão do arrependimento.
Se arrepender ou não se arrepender? Eis a questão.
E se for pra se arrepender, tenho que me arrepender do que fiz ou do que não fiz?
Obstinação? Até que ponto vale a pena lutar por um objetivo.
Obstáculos? Servem pra serem superados ou pra demonstrar que é melhor desistir e partir pra outra?
Coincidências? Elas existem ou são frutos do mero acaso?
Fatalidade? Até onde o destino pode interferir em nossas ações e em nossas vidas, se é que destino deve ser considerado como fator determinante.
Sinceramente? Eu não sei!
Eu não vim aqui em busca de respostas. Eu vim em busca de momentos, de instantes mágicos, para recortá-los e colá-los no mural da minha vida.
Ninguém é feliz o tempo todo, e nem me importo muito com isso.
Os rótulos incomodam.
Pessoas artificiais, com conceitos pré- formados, perfeitas em pensamentos perfeitos, corpos perfeitos, atos perfeitos. Enfileiradas lado a lado em prateleiras de supermercado com manual de instruções e cupom fiscal, para eventuais trocas.
Hoje não, obrigada.
Eu quero mais é experimentar, ousar, instigar, provar, aprovar, desaprovar.
Buscar o novo, testar o improvável, remasterizar acontecimentos passados.
Eu quero ficar tonta com a vertiginosa roda viva da vida. E fazer cafuné, e correr descalça, e brincar na chuva, e rir, e recortar mais e mais momentos pra colar no meu mural.
Porque no final, ele é tudo o que vai sobrar.
Proferido por Alice Lindell às 10:39 PM
Quinta-feira, Setembro 07, 2006
::Por que os amores se perdem...::
O mais difícil de entender quando os amores acabam são os porquês.
Por que duas pessoas que se encontraram e se encantaram, viveram um amor que
parecia indestrutível, se separam?
Por que o amor geralmente acaba de um lado só e é o outro que fica chorando
e querendo entender as razões?
Amores deveriam ser eternos, mas nem sempre são.
Costumo comparar casais a chave e fechadura.
Nem toda chave abre todas as portas e é necessário encontrar aquela exata
que vai se encaixar perfeitamente e tudo será possível.
Mas a gente acredita que cada vez que alguém toca nosso coração e entra, que
é definitivo.
Um casal que se apaixona de início, sem que um tenha tido o tempo de
desnudar o outro nas suas verdades, acredita nessa chama e até briga por ela
muitas vezes.
E cria-se sonhos, planeja-se o futuro... enquanto isso os dias vão passando,
toma-se menos cuidado em manter a magia e a parte dos dois que é mais
sonhadora começa a sentir-se incomodada. Dá medo.
Medo de ter que olhar bem nos olhos da realidade e dizer: acabou!
Medo de ter que se confessar a si próprio que ainda não foi aquela vez!
Medo da solidão, de ter que recomeçar...
Não são as decepções que matam o amor.
Se assim fosse, não existiriam perdões e reconciliações.
O que mata o amor é simplesmente a tomada de consciência de que o outro não
é o ser sonhado.
É como acordar depois de um longo sono e lindos sonhos.
O outro está ali, é a mesma pessoa, mas aquela neblina que dava a impressão
de irrealidade já não mais existe.
E isso não acontece da noite para o dia, como se costuma pensar.
É algo que vem com os dias, os hábitos, as monotonias. Um percebe, o outro
não. Um começa a se sentir angustiado e o outro continua acreditando ou
finge que acredita.
E quando a gota que faz transbordar o vaso chega é o mundo todo que
desmorona.
Porém, tudo não fica definitivamente perdido.
Sobra de um lado a dor e os porquês, um resto de amor que teima em ficar no
fundo como o vinho envelhecido na garrafa e do outro o coração dividido por
não poder reparar erros cometidos e a vontade de continuar em busca de
outros horizontes.
Sobra para os dois a ternura e a lembrança dos momentos passados juntos.
Por que corta-se relacionamentos, mas não se apaga momentos, mesmo que a
gente queira.
Vivido é vivido, feliz ou infelizmente.
Inútil é querer resgatar um amor que resolveu partir pra outras direções.
Quanto mais apega-se, mais ele se afasta.
E quanto mais se afasta, mais dói no outro a incompreensão.
É uma roda da qual é difícil de sair. E é uma pena, pois os corações não
merecem isso.
Quando a questão é amor, não existe justo ou injusto. Existe o que ama e o
que não ama mais.
Precisamos aceitar que o outro não tenha os mesmos sentimentos, mesmo se
isso nos faz mal, por que se o amor não for livre para se instalar onde
realmente deseja, ele perde toda a razão de ser.
Proferido por Alice Lindell às 10:17 PM
Domingo, Setembro 03, 2006
::Eu já... E você?::
Eu já encontrei um grande amor
Eu já furei o pé!
Eu já me vendi
Eu já quis morrer
Eu já pus a culpa na minha irmã!
Eu já chorei no chuveiro!
Eu já quis fugir de casa...
Já quis que minha vida fosse um filme. Para que eu poder fazer do jeito que eu quiser.
Eu já comi mostarda com muita coisa que não devia.
Eu já tive medo de palhaço!
Eu já cai de bicicleta!!
Eu já fui loira.
Eu já bebi até vomitar.
Eu já me melequei toda comendo chocolate!
Eu já sapateei de raiva.
Eu já senti inveja
Eu já provei ração de cachorro.
Eu já chorei na rua.
Eu já quis ser outra pessoa...
eu já...tentei fazer bruxaria, mas não deu certo
Eu já vi espíritos, e até já falei com alguns...
Eu já comi um pote de sorvete sozinha assistindo filme.
Eu já fiquei uma semana sem sair de casa
Eu já fui numa cartomante.
Eu já me arrependi e fiz de novo!
Eu já me arrependi do que eu não fiz e não fiz de novo!
Eu já mordi a língua falando sozinha !
eu já pensei em largar tudo e virar hippie.
Eu já fui tão desconfiada que cheguei a desconfiar de quem eu mais deveria confiar.
Eu já fiz muita burrada.
Eu já senti tanta, tanta dor que desmaiei.
Eu já chorei tanto que acabei caindo no riso...
e também já ri tanto que acabei chorando.
Eu já fiquei sem ação com uma declaração "te amo"...
Eu já amei duas vezes a mesma pessoa. Em tempos diferentes
Eu já acordei querendo que o meu sonho tivesse sido verdade.
EU JÁ VI DESENHO NAS NUVENS!!
Eu já ouvi a mesma música por 5 horas seguidas!!!
Eu já amei tanto que pensei que ia morrer por que o sentimento não cabia mais em mim
Ah, e eu também já fiz tanta bolinha de sabão com caneta bic, até engolir detergente...
Eu já pensei que minha vida era um sonho!
Eu já quis acordar daqui um ano...
Já quis nunca ter nascido...
Já quis não ser quem sou...
Eu já atravessei um viaduto sem passarela a pé e sentir o deslocamento de ar de um caminhão passando do meu lado, e me fez pensar o quanto a vida é frágil.
Eu já ensinei palavrão pra gringo.
Já tomei banho de chuva sozinha e gostei!!
Eu já fiz cabaninha de lençol entre duas camas só pra poder ler gibi...
Eu já me senti a única pessoa no Universo , muitas vezes...
E acho que poderia fazer muitas outras coisas, e fazer as mesmas coisas muitas vezes mais...
Proferido por Alice Lindell às 2:51 PM
Domingo, Agosto 27, 2006
:: Possibilidades::
Dentre todas a possibilidades que estão ao seu alcance.
Dentre todas as escolhas que poderia ter feito.
Dentre todas as alegrias e tristezas vividas, a mais recente parece ser a mais certa.
Já não se importa se o caminho a seguir é certo ou errado.
Ou se no final das contas irá se arrepender.
Afinal, todos sempre se arrependem, cedo ou tarde.
Ao menos sente-se bem. Como há tempos não sentia.
Apesar da saudade e de algumas lembranças teimarem queimar-lhe o peito.
Maldita hipocrisia.
Maldita saudade.
E malditos sejam esse seu longo e eterno descontentamento e esta eterna insatisfação.
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Pois é pessoas, ando deveras preguiçosa.
Não tenho tido muita paciência pra ecrever não.
Então, só pra constar:
Recife ´´e uma cidade linda, e eu moraria lá com certeza.
O velho sonho de morar em cidade com praia volta á tona...
Proferido por Alice Lindell às 6:54 PM